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Sexta-feira, Junho 24, 2005

Esta foto foi tirada hoje de manhã.
João Victor hoje foi a escola pois vai ser um dia de muitas brincadeiras por la!!!

posted byLow 4:42 PM
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Quarta-feira, Junho 22, 2005


Como tratar pessoas com deficiência mental?




Aja naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental;

Trate-a com respeito e consideração, de acordo com sua idade;

Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa;

Dê atenção a ela, converse e vai ver como pode ser agradável;

Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.


posted byLow 5:37 PM
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Sexta-feira, Junho 10, 2005


Filhos imprevisíveis, distantes ...

A maioria deles nasce normal, alguns até espreguiçam e choram na maternidade como todos os bebês sadios, mas já nos primeiros meses de vida, às vezes até os cinco anos, começam a surgir os sintomas de um fenômeno doloroso que os especialistas discutem e não conseguem explicar.

São estranhos comportamentos de crianças que perdem a fala, são incapazes de olhar as pessoas e isolam-se cada vez mais num mundo misterioso e impenetrável - o mundo do autismo. Do grego autos, que significa ele mesmo, de sí mesmo. Uma síndrome ou doença até hoje incurável.

Suas causas confundem os profissionais, suas conseqüências atormentam os pais, que em seu desespero iniciam uma interminável peregrinação aos consultórios e unem-se em associações numa incansável luta pela recuperação de filhos queridos mas imprevisíveis e distantes. De origem psicológica ou orgânica - as teorias são muitas, as receitas multiplicam-se - o resultado é o mesmo: sofrimento e dor, angústia e esperança.

A estimativa é de 4 autistas para cada grupo de 10 mil pessoas (cerca de 65 mil no Brasil) e a maioria é de meninos, na proporção de 3 para cada menina. Pouco se sabe a respeito de autistas adultos, a explicação para isso é simplista, mas pode ser verdadeira: os autistas eram confundidos com "débeis mentais ".

José Maria Mairynk


posted byLow 11:20 AM
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Terça-feira, Junho 07, 2005


"Muitas minorias e culturas têm um dia especial com que se identificar e celebrar suas diferenças. Agora, adultos e crianças no espectro autista têm seu próprio dia.

O Dia do Orgulho Autista será celebrado globalmente em 18 de junho. Adultos autistas e com a síndrome de Asperger, crianças e suas famílias podem usar o dia para celebrar suas diferenças - muitos planejam um piquenique com os parentes, sair para uma caminhada, ou distribuir panfletos com informações para ensinar as pessoas sobre o autismo e aumentar a consciência sobre o tema.

Simples atividades podem parecer a norma para alguns. Entretanto, crianças e adultos autistas podem sofrer de baixa auto-estima na sociedade, uma vez que diferenças óbvias tais como abanar as mãos e a auto-estimulação podem criar estranheza e atitudes negativas no público em geral.

O Dia do Orgulho Autista dá uma chance de mostrar o lado positivo das diferenças neurológicas. Uma obra de arte criada por pessoas autistas, na forma de uma colagem, foi planejada para ser exposta no Dia do Orgulho Autista pelo grupo Aspies for Freedom, um grupo que luta pelos direitos civis dos autistas. www.aspiesforfreedom.com

Também há um website oficial para o Dia do Orgulho Autista - www.autisticprideday.com que apresenta desenhos e trabalhos artísticos de crianças e adolescentes autistas. Também há uma página de eventos onde qualquer um pode acrescentar seus próprios eventos e torná-los públicos.

O tema deste anos é "Aceitação, não Cura" ("Acceptance not Cure"). Haverá um novo tema a cada ano, e se espera que a celebração a cada ano aumente e assim cresça em popularidade."


Fonte:
Autistic Pride Day coming soon
http://press.xtvworld.com/modules.php?name=News&file=article&sid=5203


posted byLow 10:47 AM
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Agradecemos de coração!!!
Amigos,ontem recebemos em casa o premio pelo 3ºlugar
no concurso promovido pelo
Meu Aconchego





posted byLow 7:37 AM
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Domingo, Junho 05, 2005


Viva a diferença

Uma das coisas que mais incomodam o ser humano, hoje e sempre, é a presença de alguém que seja diferente.

Diferente no agir, no pensar, no se comportar, no desejar, no ostentar, neste caso física ou mentalmente.

O ostentar, no sentido de exibir aquilo de que se tem a posse, já foi e ainda é motivo de muita guerra e muita morte.

O ser diferente por opção, desejo ou orientação diversa daquela da maioria permanece como motivo de segregação, às vezes humilhação, muitas vezes violência.

O que poderia ser apenas fruto da ignorância não o é: reflete em geral uma incapacidade atávica do ser humano de conviver com alguma coisa que exponha, na verdade, o que ele considera uma fragilidade da sua espécie ou aquilo que provoca o desentendimento dentro de uma suposta ordem preestabelecida "necessária" e comumente atribuída ao desejo de algo maior, superior a todos. A Deus, por exemplo, perante o qual, aliás, nada é diferente e tudo é ou deveria ser possível, único e necessário.

Essa introdução toda é para louvar a iniciativa de um grupo de pessoas que criaram o Dia do Orgulho Autista.

São pais, amigos e parentes do portadores desse transtorno de comportamento ainda tão misterioso quanto difícil de se relacionar. Afinal, o portador é aquele indivíduo que vive num mundo só seu, em que tudo o que o cerca --objetos, situações e sobretudo pessoas-- nem sequer parecem existir.

Por definição técnica, o autismo seria o "desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interação social e comunicação e um repertório marcantemente restrito de atividades e interesses".

O que torna seus portadores indivíduos isolados, como que vivendo num mundo à parte e indiferentes a grande parte das convenções que a eles são apresentadas --para não dizer impostas.

E é aí que o grupo do Orgulho Autista argumenta, numa página da internet (http://www.parallax.com.br/anjosdebarro/orgulho)
Os defensores do Orgulho Autista acreditam que a noção de pureza racial, em termos de raça humana como um todo, permeia a ciência médica, que parece refletir uma crença de que todo cérebro humano seria idêntico. Os defensores do orgulho autista alegam que a noção de que haveria uma estrutura ideal e, por isso, desejável para o cérebro humano leva muitos praticantes da psiquiatria a assumir que qualquer desvio requer uma "cura" para conformar à norma neurotípica. Acreditam que, no mínimo, deveria haver maior respeito para com os membros da comunidade autista como indivíduos únicos."

E vão além: lembram que a homossexualidade já foi classificada como uma forma de doença mental que poderia ser tratada clinicamente e que esse preconceito foi superado --infelizmente outros ainda persistem-- por intermédio de ações como as dos movimentos pelos direitos gays em defesa tolerância social com a diversidade de orientação sexual, dentro de uma postura de orgulho em relação à sua própria condição.

Daí a proposta dos amigos dos autistas ao propor o Dia do Orgulho Autista (18 de junho) como uma forma de contrapor estima e respeito ao descaso, ao preconceito, à hostilidade ou o desprezo que a sociedade moderna reserva para o que é diferente, diverso e, assim, do seu ponto de vista, incômodo.

Autistas junto aos perfeitamente "interados", deprimidos com os contentes, negros mais brancos, homos ao lado de heteros, altos, baixos, gordos demais e magros na medida; ricos e pobres com os remediados no meio; espinhentos, dentuços, lindos, feios, apenas bonitos, normais, louros, acajus, punks, clubbers, engravatados; fêmeas, machos, velhos, jovens e os na "flor da idade"; mancos, atletas, para ou tetraplégicos; gagos, mudos, cegos, surdos; obsessivos, compulsivos, tímidos ou medrosos, sensíveis e tudo o mais que possa tornar um ser desigual de um outro ou, melhor ainda, da maioria, só demonstram como a tolerância é a palavra chave para a sobrevivência dentro de uma cultura de paz.

Aceitar essas supostas divergências, esses "desvios", tolerá-los, é, sim, um desafio inadiável.

O que não se deve é confundir com a aquiescência aos desvios de caráter, tão presentes entre nós, esses impossíveis de serem engolidos.

Mas essa é uma outra história que fica para uma outra vez.


Luiz Caversan é jornalista e escreve para a Folha Online aos sábados

E-mail: caversan@uol.com.br




Recebi este texto por email, de uma lista de discuções que faço parte.

posted byLow 6:36 AM
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